Suporte psicológico ao paciente oncológico
- Denise Pinhal

- 20 de jul. de 2024
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O adoecimento em função do câncer é acompanhado por sofrimento psicológico tanto do paciente quanto de seus familiares. Após o diagnóstico o indivíduo se depara com uma série de conflitos que envolvem a possibilidade de morte e a possível necessidade de interromper, parcial ou totalmente, certas trajetórias de sua vida. Nesse cenário, é frequente a ocorrência de episódios de ansiedade e depressão.
Nesse momento, mediante a dificuldade de adaptação ao diagnóstico e à existência de perturbações emocionais, é importante que o paciente tenha o suporte de um psicólogo para auxiliá-lo no enfrentamento e na ressignificação do processo de adoecimento e contribuir para a geração de uma melhor qualidade de vida de forma integral; biopsicossocial. Assim, também será possível favorecer a adesão ao tratamento.
Mediante ao adoecimento em função do câncer, e de outras doenças graves, é frequente que o paciente vivencie cinco estágios até atingir a adaptação à situação. No entanto, nem todos passarão por todos os estágios e não há uma ordem de surgimento dessas etapas. Os cinco estágios são conhecidos como: negação, raiva, negociação (barganha); depressão e aceitação.
Negação: recusa a aceitar grande parte ou da totalidade do seu estado.
Raiva: estágio de revolta diante da sensação de perda. O indivíduo reconhece a existência de uma doença grave, porém não aceita e reage com raiva e revolta perante seu adoecimento.
Negociação (barganha): o indivíduo admite a existência da doença e tenta "negociar" a cura.
Depressão: quando os demais mecanismos falham, indivíduo pode entrar em um processo depressivo grave. Nesse momento podem ocorrer episódios de desânimo generalizado, inquietação, alterações do sono e perda de apetite.
Aceitação: o paciente compreende o seu estado, entende que há uma a doença e sua evolução é inevitável. No entanto, pode reagir fechando-se e evitando contato social.
O conhecimento da existência desses estágios pode auxiliar familiares e profissionais de saúde a compreenderem melhor o sujeito diante de seu adoecimento, podendo, desse modo, lançar um olhar diferente para aquele que adoece e as reações orgânicas e psíquicas que apresenta.
Além disso a terapia, o suporte psicológico, é um elemento fundamental para o cuidado com a saúde mental do paciente em tratamento oncológico e, também, auxilia na adesão ao tratamento.


